PERDEMOS, MAS ESSE NÃO FOI O PROBLEMA

 

 

Luciano R. Milano,

em 06/07/2000

    Domingo, dia 02 de julho de 2000, aconteceu no estádio municipal de Arapiraca, a primeira partida decisiva do campeonato alagoano, envolvendo ASA x CSA.

    Infelizmente, por falta de equilíbrio de nossos atletas, que são jovens e sentiram a pressão do jogo, a responsabilidade de vestir a camisa do ASA, isso tudo refletiu no aspecto técnico da partida. Não foi o CSA quem jogou muito, foi o ASA quem não jogou nada.

    Não podemos e não devemos crucificar o goleiro Robson pelas infelicidades. É um goleiro inexperiente e defendeu muito bem em Maceió, quando a equipe arapiraquense empatou contra o CSA e venceu o quadrangular. O time inteiro foi apático.

    O futebol é assim mesmo. O ASA também.

    Na verdade, o que desejamos abordar é a falta de respeito com que fomos tratados em nossa própria cidade. O esporte deveria ser visto como um lazer, não como uma guerra.

    No entanto, foi assim mesmo que os dirigentes desequilibrados do adversário começaram a encarar os jogos contra o ASA, desde que nosso time exigiu da Federação Alagoana árbitros de outros Estados. Acabara, naquela ocasião, as manipulações de resultados.

    Percebendo que o ASA seria uma presa difícil, os azulinos, logo após a conquista do quadrangular pelo time de Arapiraca, resolveram patrocinar uma guerra fria só comparada a guerra entre EUA e a antiga URSS, na década passada.

    Além das inócuas insinuações de que somos matutos (nos orgulhamos disso), começaram a veicular nas rádios de Maceió, TVs que trariam policiais do exército, que colocariam o jogo no mutange, dependendo do tratamento que eles recebessem aqui em Arapiraca etc. É bom ressaltar que eles nunca apanharam em nossa cidade. Sendo que nós temos muitas história para contar, como no último jogo, onde fomos alvos até de revólveres e de marginais da mancha azul.

    Quem ordenou a presença de daqueles rapazes fardados da capital em nossa cidade, nunca assistiu a um jogo aqui. É fato que jogaram objetos no campo. Discordamos. Porém, foram eles, os dirigentes do CSA quem criaram todo o clima de guerra. A responsabilidade é toda deles.

    Nós é que sempre necessitamos de policiamento na capital, porque quando acabam os jogos, aqueles torcedores uniformizados vêm atrás de nós para nos agredir. Os policias da capital, o comando da polícia deveria analisar isso com mais cuidado.

    Perder, já perdemos muito. Não é esse o problema.

    Não devemos mais admitir que pessoas como aquele dirigente venha aqui, trazer policiais de fora e eles ordenarem a prisão de cidadãos que apenas jogam uma laranja no campo ou xingam algumas pessoas, como bandeirinhas alagoanos, dirigentes desesperados etc. A nossa polícia já é suficiente.

    Agradecemos a equipe de esportes da Rádio Novo Nordeste que nos defendeu dos pilhérias daqueles rapazes. Era o que todos nós gostaríamos de ter feito. Obrigado!

    Esperamos que nossos briosos jogadores assimilem toda a indignação dos arapiraquenses, e a coloquem na ponta da chuteira para vencerem o campeonato. Vocês são melhores.

    Ide, ASA GIGANTE.

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