O QUE É SER ALVINEGRO?

Vera Lúcia F. de Lima (*)

 

     A história de Arapiraca se confunde com a história do ASA e seus torcedores, que, movidos pela paixão provocada pelo futebol, inscreveram suas vidas nas páginas da agremiação.
    Afinal de contas, o que é ser alvinegro? Que nos digam Antônio Rocha, professor Pedro Reis, maestro Nelson Palmeira, José Mota, Dr. Tavarinho, Floriano França, Ivete França, Paulo Tenório, Dr. Luciano, Nelson Filho... dentre outros.
Tentando responder, afirmo que é um estado de espírito que leva pessoas, apesar de nascidas em outras plagas, a assumirem, através do futebol, a “cidadania arapiraquense” com mais legitimidade do que qualquer documento ou título concedido pelo poder público.
    E, quando esse sentimento se une ao compromisso de trabalho, gerando oportunidades de valorização humana e crescimento econômico, político e social, é que a identidade alvinegra assume a sua plenitude.
    Arapiraca está de parabéns pelos seus filhos e filhas e por adotar outros(as) tão ilustres.
    Isso ficou caracterizado quando a multidão de torcedores e torcedoras que lotaram o estádio Rei Pelé gritava: “Eu sou alvinegro, com muito orgulho, com muito amor”, assumindo uma identidade moldada e sedimentada na paixão pelo futebol.
    Já dizia Khalil Gibran em seu livro O Profeta: “Vossos filhos não são vossos filhos, são os filhos e as filhas da ânsia da vida por si mesma”...
    A “vida de espera” contida nesses 47 anos eclodiu quando o grito rasgado É CAMPEÃO” ecoou, rompendo as entranhas de um tempo que parecia não ter fim.
    Os filhos e as filhas gestados dessa explosão de vida se constituem num elo infinito, eternizando o futebol como propulsor na construção da cultura de uma sociedade.
    Parabéns a todos que fizeram e fazem o ASA ser o gigante que é.

 

* Arapiraquense e diretora-geral de Ensino da 

Secretaria Municipal de Educação de Maceió. 

Artigo enviado por Ricardo Rolim.

Publicado em O JORNAL.

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